Ciência

O quanto sabemos sobre o Facebook e o quanto ele sabe sobre nós

Após o caso Cambridge Analytica, durante a crise de confiança nas plataformas digitais, e em direção ao debate de como proteger nossos dados

Por Caroline Aragaki (carolaragaki@usp.br)

GLOSSÁRIO RÁPIDO: BIG DATA, COOKIES E ALGORITMO

Quando comecei a escrever esta reportagem, deparei-me com estes três conceitos em diversas matérias sobre Facebook. Após me culpar por não saber o significado de cada um, desloguei do meu orgulho e procurei uma fonte que pudesse me ajudar. A entrevista com Diego Macedo, head (gerente) do Abril Big Data, responsável por iniciativas de dados dentro do Grupo Abril, me rendeu as respostas que eu precisava.

A princípio, perguntei o que é big data. Como retorno, obtive que, na realidade, não existe um consenso sobre o seu significado – uma simples busca no Google abrange algumas definições similares, mas não iguais. O significado mais abordado é de que “o big data seria ter uma capacidade de manipular diversas fontes de dados em um volume bem significativo e extrair valor em cima disso, utilizando análises estatísticas e processamento”. Basicamente, o conceito dos cinco Vs: volume (grande volume de dados), velocidade (em uma velocidade bem grande), variedade (mais variadas fontes possíveis), veracidade (os dados precisam ser verdadeiros) e valor (o que se consegue gerar de valor com essa manipulação de dados).

Quanto aos cookies, este não é o termo popular que descreve os biscoitos com gotas de chocolate, não. No vocabulário tecnológico, “cookies são identificadores digitais que existem em seu navegador, e que te identificam como um usuário específico”. Todos esses cookies estão no seu celular, no seu computador pessoal e no desktop de trabalho, e vão acumulando informações que traçam o seu tipo de comportamento.

Por fim, o famigerado algoritmo do Facebook, ao qual  fazem tanta menção, é algo muito mais técnico do que eu imaginava. Há muitos artigos que afirmam descrever como ele funciona – e, inclusive, confesso que eu tinha essa pretensão para compor a matéria , mas isto não é possível. Macedo explica: “algoritmo é uma lista de instruções que precisam ser seguidas para completar um objetivo.” A computação está estruturada desta maneira, baseando-se em um comportamento de regras que o usuário vai cumprindo e que o leva a algum caminho. Assim, cada empresa apresenta um algoritmo próprio, que faz sentido em seu modelo de negócios, e não é de interesse delas revelar seu funcionamento. O algoritmo é o grande tesouro, não revelam este tipo de coisa, né?

Após entendermos estes conceitos iniciais, posso contar um pouco sobre o escândalo que serviu de pontapé para minha curiosidade a respeito do tema.

O CASO CAMBRIDGE ANALYTICA

A Cambridge Analytica é uma empresa britânica de consultoria que utiliza big data para mapear e transformar o comportamento da audiência. Divide-se em dois departamentos: um Comercial e outro Político, a ideia é mensurar os dados para entender como atingir e influenciar os indivíduos em suas decisões de compra ou voto.

Em uma palestra, o ex-CEO (Diretor Executivo) da Cambridge Analytica, Alexander Nix afirma que os fatores demográficos, geográficos e econômicos influenciam a nossa visão de mundo. Mas os psicográficos, os que entendem nossa personalidade, são igualmente ou até mais importantes. É a personalidade que guia os comportamentos, e os comportamentos obviamente influenciam como você vota.”

Partindo deste princípio, a empresa lançou o modelo OCEAN, anacronismo para cinco características mensuráveis que ajudam a prever a personalidade de cada um: Openness (nível de abertura para novas experiências), conscientiousness (nível de consciência quanto à sua ideia de organização e planejamento), extraversion (nível de extroversão e sociabilidade), agreeableness (nível de amabilidade e empatia) e neuroticism (nível de preocupação e neuroticidade).

Ao descobrir isso, perguntei-me: é realmente possível traçarmos um perfil psicológico apenas se baseando nesses cinco fatores?  De acordo com Érico Bruno Viana Campos, professor de Psicologia da Unesp, a resposta não é tão simples. Esses fatores são suficientes para descrever o que é a personalidade de alguém? Não. São suficientes para descrever o que é a identidade de alguém? Não. São suficientes para traçar um perfil adequado para certas percepções de mercado? Talvez. “A questão não é se o modelo é verdadeiro do ponto de corresponder à realidade da personalidade da pessoa, mas se ele funciona como um preditor do comportamento dela para os fins a que foi desenvolvido. Se foi desenvolvido para traçar como as pessoas vão se comportar em redes virtuais e como elas vão estabelecer relações de consumo a partir destas redes, talvez funciona bem”.

Em entrevista à BBC, Alexander Nix, afirmou que este método de mapeamento foi ideia de Aleksander Kogan, professor de Psicologia da Universidade Cambridge. Em 2014, Kogan disse à empresa que tinha meios legítimos para coletar dados de usuários do Facebook, e estes poderiam ser utilizados como parte do modelo de negócio.

Kogan, também à BBC, afirmou que pensavam estar agindo de maneira perfeitamente apropriada. Nas palavras deste, “Nós pensávamos estar fazendo algo que era muito normal e fomos assegurados pela Cambridge Analytica de que tudo era perfeitamente legal e dentro dos limites de termos de serviço”.

Para mensurar a personalidade de cada indivíduo com o modelo OCEAN, o aplicativo “This Is Your Digital Life” (“Esta é a sua vida digital”) foi criado por Kogan em 2014. Tratava-se de um teste do tipo “Descubra como é a sua vida digital respondendo a este quizz”, que solicitava ao usuário acesso com o Facebook de modo a coletar dados dele na rede social, como data de nascimento, cidade atual, interesses e curtidas. Assim, o aplicativo foi incorporado à plataforma do Facebook.

Nas palavras de Marcelo Crespo, sócio da Peck Advogados e especialista em Direito Digital, o caso “envolveu ao menos quatro partes: o usuário, a plataforma Facebook, o aplicativo ‘This is Your Digital Life’ e a empresa Cambridge Analytica”.

Cerca de 270 mil usuários do Facebook utilizaram o aplicativo, mas 87 milhões de pessoas tiveram seus dados compartilhados com a Cambridge Analytica. A diferença entre estes números existe porque o aplicativo poderia acessar tanto os dados de quem realizou o teste, quanto dos amigos que tinha no Facebook. Isso aconteceu porque Kogan possuía licença de pesquisador, permitindo que a coleta de informações se expandisse para a rede do usuário que se conectava.  Assim, mesmo que você não faça ideia de que o teste existiu, é possível que seus dados também tenham sido compartilhados.

Dados divulgados pelo próprio Facebook. (Ilustração: Comunicação Visual – Jornalismo Júnior)

De acordo com o Facebook, o Brasil foi o oitavo país mais afetado, impactando 443 mil pessoas. Para saber se suas informações pessoais foram compartilhadas com a Cambridge Analytica, basta acessar este link fornecido pela própria rede social em 10 de abril.  Neste mesmo dia e no seguinte (11), Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, prestou depoimento ao Congresso dos Estados Unidos sobre o caso. Segundo ele, a empresa pretende investir em meios para refoçar a segurança de usuários na rede social, pois “proteger nossa comunidade é mais importante que maximizar nossos lucros.”

Em vídeo gravado secretamente e divulgado no dia 20 de março pelo Channel 4 News, do Reino Unido, Nix afirma que sua consultoria política na Cambridge Analytica teve papel decisivo nas eleições dos Estados Unidos de 2016, momento em que Donald Trump se tornou presidente. No mesmo dia, Cambridge Analytica decide afastá-lo da empresa e coloca Alexander Tayler no comando.

Fiquei intrigada quanto à afirmação de Nix, que posiciona a Cambridge Analytica, mais especificamente seu modelo de negócios baseado na segmentação de publicidade política, como capaz de mudar os rumos de uma eleição. Para sanar a minha dúvida, conversei com o gerente do Abril Big Data, Diego Macedo, que afirmou ser um pouco cético quanto a isto.“Eu acho que chega em um limite maniqueísta demais. Alguns americanos acreditam que nunca elegeriam o Trump, pois ele não é os Estados Unidos. Mas talvez o Trump não esteja tão distante assim do americano médio.”

Entretanto, o uso de dados possibilita disseminar informações em nicho, desenvolvendo uma publicidade política mais eficaz. “Hoje, com o uso de BOT [robô simulador de ações humanas] e dessas informações para segmentação, você consegue direcionar o assunto que quer para o grupo desejado. Falar de acordo com o que a pessoa quer ouvir. Então, trazendo para a realidade do Brasil, dizem que nessa eleição serão utilizados mecanismos desse tipo no país”, diz Macedo.

O escândalo da Cambridge Analytica colocou em discussão o modelo de negócio das redes sociais, aplicativos e tecnologias que coletam, processam e armazenam dados de usuários para segmentar os conteúdos – e, principalmente, os anúncios – que aparecem no feed de cada um. Foi a partir deste caso que a ideia para essa reportagem surgiu.

E conforme eu ia trabalhando nessa matéria, mais e mais informações surgiam para abordar. Próximo aos dias de fechamento deste texto, a Cambridge Analytica – em conjunto com sua controladora britânica SCL Elections – declarou em comunicado oficial que, “apesar da confiança inabalável de que seus funcionários atuaram eticamente e legalmente”, iniciava processo de falência e culpabiliza a cobertura midiática por afastar praticamente todos os clientes e fornecedores da empresa.

Apesar deste último acontecimento, acredito que a raíz de toda a crise de confiança nas plataformas digitais e o questionamento de como proteger nossos dados ainda é um tema que merece nossa atenção. E por onde começar? Acredito que nada melhor do que tentar começar pelo começo, desta vez de verdade. Você se lembra do que é preciso para se cadastrar no Facebook? Bem…

TERMOS DE SERVIÇO, POLÍTICA DE DADOS E POLÍTICA DE COOKIES

Para criar uma conta no Facebook, você deve concordar com três documentos jurídicos da plataforma: Termos de Serviço, Política de Dados e Política de Cookies. Em cada um destes, temos vários tópicos e subtópicos – que muitas vezes nos direcionam para outras páginas da própria rede social, e não necessariamente estão inclusos nos três primeiros.

Dados obtidos em pesquisa feita pela J.Press.

Quantos dos 2,13 bilhões de usuários ativos na plataforma chegaram a ler parte destes documentos? E os três na íntegra? E os links atrelados a eles? Eu mesma nunca havia pensado em “perder” tempo da minha vida, tempo que poderia ser de interação com meus amigos via likes ou mensagens inbox, para ler uma porção de palavras misturadas à termos que só quem trabalha com direito e ciência da computação está habituado.

Utilizei o Facebook por cerca de 6 anos, e apenas por conta do escândalo da Cambridge Analytica e de minha curiosidade em formular esta matéria é que respirei fundo para ler tudo isto. O resultado? Embora a interface seja bonita e colorida, a impressão foi de que as informações eram muitas, e comecei a ter perguntas que parecem básicas. A solução que tive para amenizar meu desespero foi entrevistar alguém que estivesse inserido neste meio.

Dados divulgados pela Folha de São Paulo. (Ilustração: Comunicação Visual – Jornalismo Júnior)

A conversa que tive com o Marcelo Crespo, sócio da PECK Advogados e especialista em Direito Digital, ajudou o meu ego quando foi dito que, embora ele reconheça que há um esforço para tornar a linguagem mais próxima, a maior parte do vocabulário destes documentos não é acessível: “ainda é uma coisa não tão fácil de compreender, porque às vezes tentam dizer de forma indireta qual é o modelo de negócios da empresa, mas nenhuma empresa quer dizer isso exatamente.” Neste sentido, nas palavras de Crespo, “falta um pouco de transparência sim, mas não acho que seja por pura má-fé. São adaptações que precisamos fazer para a modernidade. Agora as pessoas estão se preocupando um pouco mais com a privacidade delas, e ter um detalhamento do que fazem com nossos dados é importante”.

Mas também fiquei indagada quanto à nomenclatura destes documentos: por que um se chama Termos e os outros dois Políticas? Qual a diferença entre estas palavras? “A Política é do consumidor para a empresa. É uma norma interna de como a empresa cuida dos dados que o consumidor cede. Os Termos, por sua vez, são direcionados para fora da empresa e diretamente ao consumidor, explicando o que o consumidor pode ou não fazer dentro da plataforma”, explica Crespo.

Outro fator que me chamou atenção foi que, durante o mês de abril, a Política de Cookies do Facebook foi atualizada. Eu rapidamente interliguei este feito à polêmica da Cambridge Analytica e à fala de Mark Zuckerberg no Congresso norteamericano: “Levará algum tempo para trabalhar em todas as mudanças que precisamos fazer. Mas estou comprometido em acertar isso, e isso inclui a responsabilidade básica de proteger as informações das pessoas, o que não conseguimos fazer com o Cambridge Analytica.” Entretanto, para minha surpresa, Crespo me contextualizou e citou que entrará em vigor, no dia 25 de maio de 2018, uma regulação da União Europeia que apresenta caráter extraterritorial, ou seja, afetará todas as empresas que manipulam dados de cidadãos europeus.

Assim, não é apenas o Facebook que está passando por uma modificação nos documentos jurídicos, “todas as mídias sociais estão atualizando as suas políticas de privacidade e os termos de uso para estarem em conformidade com a nova legislação europeia, chamada de Regulamento Geral Sobre a Proteção de Dados.”  Crespo enfatiza que, geralmente, estes documentos jurídicos de privacidade e termos de uso são modificados quando há alguma alteração à lei, alguma alteração no modelo de negócio da empresa, ou quando a empresa quer simplificar e tornar mais claro o que está sendo dito.

Os documentos (Termos de Serviço, Política de Dados e Política de Cookies) detalham quais dados são coletados, mas a forma com que são utilizados não é tão evidente. A explicação que o Facebook cede, em suma, é nos fornecer uma experiência personalizada. Mas quanto isto nos custa?

Dados obtidos em pesquisa feita pela J.Press.

É preciso lembrar de que o discurso das empresas, muitas vezes, é mais bonito do que a realidade.“De maneira bem fria, o produto das empresas de tecnologia são os usuários. Na verdade, o serviço e a plataforma não são de graça: você está pagando com os seus dados”, afirma Diego Macedo, head do Abril Big Data, responsável por iniciativas de dados dentro do Grupo Abril.

AFINAL, COMO PROTEGER NOSSOS DADOS?

Nós já sabemos que a União Europeia possui uma regulamentação própria que entrará em vigor neste mês (maio de 2018). Mas, e no Brasil? Aqui não temos uma lei específica sobre proteção de dados. Existem projetos de leis sendo debatidos no Congresso Nacional, o 330 e o 5276, para que possam ser aprovados e um deles se tornar uma lei geral de proteção de dados brasileira.. “Atualmente nós temos normas setoriais, por exemplo a lei de cadastro positivo, a lei de cadastro negativo e o código de defesa do consumidor, mas que não abordam todo o detalhamento necessário para tratar a questão”, esclarece Crespo.

Dados obtidos em pesquisa feita pela J.Press.

Como ainda não temos uma legislação específica que nos ampara quanto à proteção de dados, o caminho é avaliarmos por conta própria qual nosso papel diante deste cenário. E sem utopias. “Temos a dependência de vários serviços ou mesmo o conforto de utilizá-los para melhorar nossa qualidade de vida. Muito provavelmente você não deixará de consumir serviços para preservar seus dados”, diz Macedo. Ele afirma que devemos ter o mesmo olhar minucioso que o Facebook passa a ter após o caso Cambridge Analytica: “Os maiores cuidados devem ser voltados a com que tipo de empresa você está compartilhando suas informações.”

Pensar duas vezes antes de fazer algum teste que peça autorização para acessar seu perfil em alguma rede social – como o This is Your Digital Life – parece um bom começo. Outra medida possível é a curadoria quanto aos cookies utilizando a janela anônima (cuja ideia é justamente impedir a captura de seus acessos na internet) e a limpeza dos dados de navegação (que permite a exclusão de dados de cookies).

Os três profissionais que entrevistei concordam que a educação digital, para além de ensinar como utilizar tecnicamente os meios digitais,  é um fator importante para desenvolver nosso senso crítico. De acordo com Crespo, especialista em Direito Digital, precisaríamos ter noções de educação digital, mas é um pouco utópico pensar que, de uma hora pra outra, teremos isso no Brasil. “Para mim, educação digital é muito mais do que ensinar a utilizar um equipamento: é instruir e ajudar você a formar um raciocínio crítico sobre como se posicionar no mundo com o uso da tecnologia.”

E O NOSSO PSICOLÓGICO DIANTE O CENÁRIO DIGITAL?

Para além de nossos dados, a Psicologia se preocupa em entender como o ambiente digital modifica a forma com que socializamos e criamos nossa própria identidade. “Hoje em dia, estamos em um paradoxo no qual o virtual é cada vez sentido como mais real do que o concreto. E como lidar com esta transformação da virtualidade com a realidade? Não sabemos quais efeitos isto vai ter”, afirma Érico Bruno Viana Campos, professor de Psicologia da Unesp.

Ainda de acordo com ele, há um paradoxo da solidão da massa. Ao passo em que temos uma quantidade monstruosa de relações conectadas, com muita frequência também vemos pessoas relatarem sentimento de solidão.  “Um fenômeno da sociabilidade atual é que as formas de comunicação digital permitem uma ampliação dos acessos e do contato, mas também massificam e superficializam o contato que as pessoas têm entre si. Então isto acaba gerando um sentimento de inadequação.”

Outro quesito que chama atenção é a polarização que o algoritmo induz, ao tentar criar uma vivência compatível com as opiniões do indivíduo. Nas palavras de Campos, “A gente fomenta, pela sociabilidade contemporânea – virtual, concreta, imediata – um modo de relação muito narcísico com a alteridade, onde ela apenas reflete aquilo que eu sou, sem diferenças. E isto, do ponto de vista da psicanálise e da saúde mental, é extremamente perigoso. Limites e faltas são necessários para desenvolver uma relação mais mediada com a realidade”.

Por fim, me chamou a atenção o fato de que algumas pessoas desativam as redes sociais como forma de desintoxicação. Campos indica que, em algum momento, as pessoas percebem como são sugadas a partir deste modo de sociabilidade. Assim, utilizam uma defesa bastante humana, mas também bastante arcaica do ponto de vista psíquico, separando-se das redes sociais. Porém, essa decisão não se mantém. “Não é a toa que o termo de desintoxicação é um termo oral e utilizado para modas de dieta. As pessoas estão começando a lidar com as redes sociais como lidam com objetos de consumo oral: ‘ah, vou ver se dou um tempo de internet para ver se emagreço e desintoxico’, mas isto não funciona. O que funciona é a reeducação alimentar.” Enfatiza, por fim, que a principal questão é justamente estabelecer limites na relação entre virtual e real, e não ser absorvido por este.

Os seus hábitos no meio digital são compatíveis com seus limites?

J.Press
A Agência J.Press de Reportagens é um espaço destinado à publicação e divulgação de matérias com abordagens inovadoras. Vinculada à empresa Jornalismo Júnior, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a agência busca novas formas de explorar assuntos de interesse público por meio do jornalismo.

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